Aqui está outro romance de Emmanuel, desta vez para narrar fatos da vida passada de um personagem da história do Império Romano, mais precisamente um senador, ou seja, uma figura de prestígio na sociedade e influente no governo. Foi ele o senador Públio Lentulus, homem orgulhoso, inteligente, casado com Lívia, mulher amorosa que viria a se converter numa seguidora fiel do Cristo. Tinham uma filha, Flávia, de saúde bastante frágil, que levou o senador a procurar Jesus, na calada da noite, em busca de ajuda para a menina. E um menino, Marcus, raptado em cumprimento a um plano de vingança, perpetrado por um cidadão judeu em virtude da escravização de seu filho por ordem do orgulhoso senador.
A história, portanto, se passa ao tempo de Jesus, quando a Palestina judaica era dominada e governada pelo Império Romano. História envolvente, em que os personagens vivem emoções fortes ao longo de toda a narrativa, com tramas terríveis, sofrimentos, abuso de poder, vinganças, ciúmes, ódios, calúnias, crimes, mas também gestos de amizade, amor, benevolência, ternura e perdão. A vida do senador Públio Lentulus está no centro de toda a pungente narrativa. Ele, na verdade, representa uma das encarnações mais expressivas do próprio Emmanuel, por ter se desenrolado ao tempo em que Jesus estava na Terra. Públio chegou a encontrar-se com o Mestre uma única vez, sem dobrar sua cerviz de homem orgulhoso. Mas, descreve Jesus com detalhes impressionantes, pois jamais se esqueceu daquele ser, cuja imagem ficou para sempre gravada em sua retina espiritual.
Depois disso, a encarnação seguinte daqueles personagens vai ser retratada em 50 Anos Depois, seguindo-se as revelações de Emmanuel em Ave Cristo e Renúncia, e o Espírito Públio Lentulus, tempos mais tarde, converter-se-ia ao Cristianismo e passaria a seguir os passos do Mestre, dentro dos quadros da própria Igreja, chegando, no séc. XVI, a reencarnar em Portugal, onde adentrou a Companhia de Jesus e transferiu-se para o Brasil, como o Padre Manoel da Nóbrega, vindo a ser o fundador da Cidade de São Paulo, em 25 de janeiro de 1554.
No séc. XX, Emmanuel permaneceu no Plano Espiritual, de onde supervisionaria toda a produção mediúnica de Chico Xavier, sendo seu grande orientador e inspirador do seu trabalho. Segundo se convencionou dizer no meio espírita, ele somente voltaria a reencarnar após a desencarnação do seu protegido, que ocorreu no dia 30 de junho de 2002, aos 92 anos de idade e depois de praticamente 75 anos de serviço mediúnico.
Este é um romance espírita dos mais belos, trazendo grandes lições de vida e testemunhos de esforço, perseverança, paciência e fé, que podem ajudar em nossa reforma íntima. |