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O Livro dos Espíritos |
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Primeiro e mais importante livro da codificação espírita, lançado em Paris, na Galérie d’Orléans, no Palais Royal, no dia 18 de abril de 1857, O Livro dos Espíritos contém os princípios filosóficos da Doutrina Espírita. Na verdade, essa foi a primeira edição do livro, que continha 501 perguntas, divididas em três partes.
A segunda e definitiva edição surgiu em 1860 e continha 1.019 perguntas, divididas em quatro partes, ou quatro livros, como o denominou o Codificador. Contando-se as subperguntas, o livro contém, na realidade, 1.190 perguntas, ou ítens numerados. Kardec diria, posteriormente: “O Livro dos Espíritos não é um tratado completo do Espiritismo; apenas apresenta as bases e os pontos fundamentais, que se devem desenvolver sucessivamente pelo estudo e observação.” (Rev. Espírita, setembro/1866). De fato, de suas quarto partes surgiram os outros livros da Codificação: O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese. “Escrito na forma dialogada da Filosofia Clássica - diz Herculano Pires, que o traduziu - em linguagem clara e simples, para divulgação popular, este livro é um verdadeiro tratado filosófico...
Um livro para ser estudado e meditado, com o auxílio dos demais volumes da Codificação”. Na sua primeira parte, estuda-se as causas primeiras, ou seja, Deus e os elementos gerais do Universo: o espírito e a matéria. Esta parte deu origem a A Gênese, último livro da Codificação. Na segunda parte, temos o mundo espírita ou dos Espíritos, com a revelação de quem são os Espíritos e qual a finalidade da sua existência; a finalidade da encarnação, a justiça da reencarnação, o processo encarnatório, fenômenos que envolvem os Espíritos, suas ocupações e evolução. Esta deu origem a O Livro dos Médiuns.
Na terceira parte, estão as dez leis morais: adoração, trabalho, reprodução, conservação, destruição, sociedade, progresso, igualdade, liberdade e lei de justiça, amor e caridade, terminando por tratar da perfeição moral. Ela deu origem a O Evangelho Segundo o Espiritismo. Na quarta parte, temos as esperanças e consolações, com as penas e gozos terrenos e futuros. Desta, surgiu O Céu e o Inferno. O livro contém ainda uma Introdução e uma Conclusão, além dos Prolegômenos (preliminares de autoria da plêiade do Espírito da Verdade), onde se lê que o livro “foi escrito por ordem e sob ditado dos Espíritos superiores para estabelecer os fundamentos de uma filosofia racional, livre dos prejuízos do espírito de sistema. Nada contém que não seja a expressão do seu pensamento e não tenha sofrido o seu controle.” O Livro dos Espíritos é, portanto, a viga mestra de todo o edifício doutrinário. É livro para estudo e consulta permanentes.
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